Várzea Grande (MT) registra mais de 200 acidentes com animais peçonhentos em 2018 e prefeitura alerta para prevenção

Chegada do verão e o período chuvoso aumentam o aparecimento e a proliferação de animais sinantrópicos e peçonhentos.
Prefeitura de Várzea Grande-MT/ Divulgação

Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que em 2018 foram registrados 204 acidentes envolvendo animais peçonhentos e sinantrópicos no município de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A chegada do verão e o período chuvoso contribuem com o aumento do aparecimento e a proliferação de animais sinantrópicos e peçonhentos, que saem mais cedo dos esconderijos em busca de alimento e reprodução.

Por causa disso, a Vigilância em Saúde de Várzea Grande emitiu alerta para as medidas de prevenção a acidentes envolvendo esses animais.

Segundo o levantamento realizado pela vigilância, o caramujo africano (Achatina Fulica), ocupa a primeira colocação do ranking de registros. Seguido por escorpiões, aranhas, mosquitos e serpentes. O caramujo africano pode ser o transmissor de duas doenças, estrongiloidíase que causa manchas avermelhadas na pele, diarreia, náuseas, falta de apetite, tosse seca, flatulência, falta de ar e até crise de asma.

O que fazer?

O biólogo Jessé Junior, que atua no órgão, atende à domicílio quando solicitados em todo o município de Várzea Grande. Segundo ele, após a solicitação, a equipe se desloca até o local indicado, realiza a coleta do animal e orienta os moradores quanto às medidas de prevenção que devem ser tomadas com esses animais.

No caso de acidentes (picada ou mordida), a orientação é que o paciente procure imediatamente atendimento hospitalar.

O trabalho de prevenção e atendimento à população é realizado de forma integrada entre o município e o estado. Enquanto o estado realiza o levantamento de dados e trata os pacientes acidentados, o município trabalha com as medidas de prevenção e orientação à população.

Os moradores que encontrarem escorpiões, aranhas e outros animais peçonhentos em seus quintais ou residências devem acionar o serviço de capturas desses animais no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pelo telefone (65)} 3688-3186.

Órgãos públicos também podem acionar o Centro de Zoonozes para realizar palestras educativas orientando a população quanto aos cuidados com esses animais.

03/01/2019 | G1 MT