Fumaça encobre céu de Lucas do Rio Verde e cidades vizinhas; poluição pode causar sérios danos a saúde

Bombeiros alertam para problemas respiratórios por conta da fumaça
JOÃO RICARDO

Assim como Lucas do Rio Verde-MT, diversas cidades de região Médio Norte de Mato Grosso, amanheceu coberta por fumaça, oriunda de diversas queimadas que estão acontecendo.

O fogo que destrói sem piedade a vegetação seca, traz também outro agravo ao produzir essa fumaça que insiste em pairar sobre o céu de nossa cidade. De acordo com o Cabo BM Alexandre Silva (13ª Companhia de Bombeiros) em Lucas do Rio Verde, a fumaça resultante das queimadas carregam consigo diversos poluentes que são prejudiciais a saúde humana.

Uma das principais substâncias encontradas na fumaça que é resultante da queima da vegetação é o Reteno, ou seja, um composto químico pertencente à classe dos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs). Que de acordo com a revista eletrônica FAPESP, provoca danos imensuráveis a saúde, principalmente aos pulmões.

“O reteno é uma substância presente na fumaça e é resultante da queima de biomassa. Um estudo realizado no Brasil pela USP (Universidade de São Paulo) e outras cinco universidades renomadas no pais, conseguiram comprovar que essa substância tem propriedade cancerígena e tem poder de destruir o DNA (Ácido Desoxirribonucleico) das células dos pulmões. Esse é momento em que estamos passando por um grande volume de fumaça devido ao grande número de queimadas em nosso município e todos devem tomar o cuidado e ser conscientes e evitar colocar fogo na vegetação”, explicou o militar ao CenárioMT.

No último sábado, por exemplo, um grande incêndio tomou conta de uma área de preservação permanente (APP) nas proximidades do loteamento Vida Nova. O fogo destruiu arvores e ainda atingiu a palhada de milho em uma fazenda.

O grande volume de fumaça pode ser visto de diversos pontos.

O clima seco, com a umidade relativa do ar muito baixa aliada ao vento forte, favorece a propagação do fogo por grandes áreas de vegetação e áreas agricultáveis.

14/09/2020 | ALTERNATIVA FM/CENÁRIOMT