Ex-marido é preso suspeito de torturar e matar cão de estimação de mulher por não aceitar o fim do casamento em MT

Gilvanusia Alcina de Souza disse que a suspeita é de que o ex-marido tenha atirado animal contra a parede e o estrangulado. Suspeito usava tornozeleira eletrônica e respondia por homicídio, segundo a polícia.
Arquivo pessoal

Um homem 38 anos, que cumpria pena em regime semiaberto por homicídio, foi preso no sábado (5), suspeito de torturar e matar o cachorro da ex-mulher dele, por não aceitar a separação. Gilvanusia Alcina de Souza, de 38 anos, denunciou o caso à polícia. Segundo ela, o ex já havia a ameaçado e dito que mataria o animal se ela não reatasse com ele.

Ela contou ainda que, antes do crime, viu o ex marido ingerindo etanol e ficou com medo, porque, dias antes, havia pedido a separação e ele tinha se recusado a aceitar o fim do relacionamento.

"Como eu tinha falado que queria a separação, ele já tinha me ameaçado e disse que não sairia de casa. Quando vi que ele estava bebendo álcool de posto, nem esperei que chegasse perto de mim, peguei a moto e fui para a casa da minha mãe", contou.

Segundo ela, por volta de meio-dia, ele passou a ligar para ela, fazendo ameaças e dizendo que mataria o cachorro caso ela não voltasse para casa.

Com medo, ela disse ter ligado para a polícia. No entanto, segundo a Polícia Militar, o animal já estava praticamente sem vida, quando os policiais chegaram ao local.

Gilvanusia disse ainda que chegou a ver Pingo, como se chamava o cão dela, deitado em um sofá que ficava nos fundos da casa. Porém, ao pegá-lo, sentiu que estava sem movimentos e que "o pescoço não sustentava a cabeça".

Ela suspeita que o animal, que chegou a ser levado ao veterinário, tenha sido arremessado contra a parede e estrangulado. Pingo tinha oito meses de vida.

"Ele estava todo mole e a cabeça não parava. Eu chamei por ele, o abracei, mas ele não reagiu", lamenta.

O casal estava junto havia três anos.

08/01/2019 | G1 MT